Alta velocidade e morte no trânsito, um assunto que preocupa a todos. Um estudo foi realizado pelo Insurance Institute for Highway Safety. O Orgão norte-americano que cuida da segurança no trânsito, apontou números alarmantes. Em conclusão, indicaram que os aumentos de velocidade nos últimos 20 anos custaram, ao menos 33 mil vidas em acidentes. Além disso, de acordo com o estudo, a cada aumento de 8 km/h nos limites de velocidade máxima resultaram em um crescimento de 4% nas mortes.

Quando se fala apenas de rodovias, o mesmo aumento de velocidade gera 8% mais acidentes fatais.

O excesso de velocidade é uma das principais causas de acidentes de trânsito no Brasil. “A velocidade inadequada reduz o tempo disponível para uma reação eficiente em caso de perigo.  Além disso, quanto maior a velocidade, maiores serão as consequências no caso de um acidente”.Explica Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor da Tecnodata Educacional.

Na cidade de São Paulo, onde as principais vias tiveram as velocidades reduzidas, o número de mortes consequentemente  caiu de 1.249 em 2014 para 992 em 2015. Em Curitiba, onde também foram implantadas áreas calmas- a velocidade máxima é de 40 km/h-, o número de mortes no trânsito caiu 17,5% em 2015, em comparação com o ano anterior.

Celso Mariano destaca que a velocidade máxima nem sempre é uma velocidade segura. “O bom senso manda que a velocidade seja compatível com todos os elementos do trânsito, principalmente às condições adversas. No entanto, mesmo velocidades baixas podem ser incompatíveis como em caso de aglomerações ou outras situações de risco”.

Em conclusão, a alta velocidade e morte no trânsito são assuntos totalmente relacionados. É preciso ter cautela ao volante e acima de tudo consciência e responsabilidade.

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