Centros de Formação de Condutores e seus profissionais em todo o Brasil têm à disposição uma ferramenta de avaliação de distribuição gratuita. Ou seja, para auxiliar na avaliação diagnóstica de novos alunos. Portanto, o objetivo é conhecer melhor o futuro condutor já no ato da matrícula. Além disso, obter informações importantes que possam orientar no planejamento didático. Assim como identificar dificuldades para aprender a dirigir que interferem ao longo do processo e agir pontualmente para eliminá-las. Dentre os CFC’s e profissionais que já receberam o formulário, muitos estão disponibilizando online para os alunos pelo Google Drive e criando mecanismos de permissão online. Facilitando  as consultas aos dados e interações entre a equipe pedagógica.

Entenda mais sobre a ferramenta de avaliação para formação de novos condutores:

Como todos sabem, o processo de formação de condutores no Brasil passa por um momento histórico. Ou seja, com questionamentos importantes, sobretudo no aspecto pedagógico. Sem dúvida, a complexidade é muito grande e passa por temas como a valorização salarial dos instrutores. Assim como a formação permanente, carga horária considerada insuficiente, precariedade de condições nos locais dos testes práticos, dentre outros. No entanto, a equipe pedagógica do CFC tem que lidar com os aspectos do ensino, da aprendizagem e da formação do condutor.

Cada questionamento, cada pergunta ao aluno comporta um indicador para avaliação. Os dados sobre a data da matrícula no CFC como início do processo de formação pode servir para análise futura. Ou seja, caso seja um aluno que tenha reprovado muitas vezes ou refeito o processo. Saber como o aluno chegou ao CFC, se por indicação, lista telefônica, propaganda, por acaso, preço ou outro motivo pode fornecer indicadores de eficácia e eficiência em propaganda e confiabilidade. Saber se o candidato já teve experiências com a direção veicular, com que idade, com quem e como pode fornecer indicadores de vícios apreendidos que precisam ser eliminados.

Além disso, a importância que o aluno dá ao que é ensinado pelo instrutor e até como explicar e lidar com a arrogância de alguns que pensam que dirigem ou sabem mais que o instrutor porque aprenderam a dirigir muito cedo ou com motoristas experientes. Saber se essa experiência foi positiva ou negativa, se dirige regularmente mesmo sem ser habilitado e, se na opinião do próprio aluno ele considera que já sabe dirigir e só precisa da habilitação vai fornecer indicadores importantes sobre ansiedade, agressividade, medo de dirigir, prováveis consequências de acidentes de trânsito, dentre outros.

Conhecer os motivos que levaram o candidato a se matricular no CFC e fazer o processo de habilitação também é fundamental

Ou seja, do ponto de vista do que torna o ato de dirigir significativo para ele. Afinal, nem todo futuro condutor decide aprender a dirigir por conta própria. No entanto, muitos é apenas porque ganharam o processo de presente. Além disso, ou por pressão de familiares e amigos ou para ter um novo emprego. Além disso, se é porque aprender a dirigir é um sonho antigo. Portanto, isso diz muito sobre o interesse, a intencionalidade para aprender e a motivação.

É de suma importância para o instrutor e a equipe pedagógica saber algumas coisas, como por exemplo:

  • se o candidato tem medo de dirigir ou
  • medo de aprender a dirigir,
  • se é ansioso,
  • se toma medicamentos controlados
  • se tem alguma fobia,
  • distúrbio ou
  • dificuldade maior para aprender.

Sendo o candidato o melhor informante sobre ele mesmo, sempre é bom que o instrutor saiba o perfil do aluno. Ou seja, se é calmo, tranquilo, agitado, nervoso, agressivo, de pavio curto ou que se desconcentra e perde o foco com facilidade.Da mesma forma, pode ser que em determinado momento tudo que ele explique entre por um ouvido e saia pelo outro devido ao nervosismo do candidato.

Algumas coisas podem revelar de antemão ao instrutor e à equipe pedagógica do CFC se o candidato terá dificuldades para aprender algo novo

Ou seja, alguns diagnósticos médicos, como por exemplo:

  • depressão,
  • fobias,
  • tratamento psicológico,
  • psiquiátrico,
  • dificuldades de relacionamento,
  • baixa autoestima,
  • insegurança,
  • baixa autoconfiança

Portanto, sabendo disso antes, poderá preparar aulas dinâmicas. Com essa ferramenta de avaliação, além de sair do ensino linear e atender melhor ás necessidades dos alunos. Até porque, há alunos que diante de uma dificuldade trivial ou para aprender reagem com desistência.

Todos sabem que uma das principais dificuldades apontadas para a reprovação é o nervosismo dos candidatos. Ou seja, isso afeta diretamente os alunos e os índices de reprovação do CFC. No entanto, como as autoescolas estão lidando com isso? Como os instrutores e diretores de ensino estão ajudando os candidatos a superarem as dificuldades para aprender a dirigir? Ou seja, a aprendizagem não depende só do aluno. Mas também do modo como o instrutor ensina. Além disso, negar essa participação da equipe pedagógica do CFC seria apenas transferir conteúdos. O que não é aceitável dentro de uma metodologia e um compromisso de formar condutores. Em outras palavras, que estejam preparados para dirigir com autonomia e saber tomar decisões no trânsito sem o instrutor do lado.

O formulário foi desenvolvido como resultado de meus estudos e intervenções com o ensino e a aprendizagem significativa e preventiva da direção veicular. Não se trata de “receita” ou de um modelo pronto e acabado a ser seguido. Ou seja, e sim uma sugestão de ferramenta que pode contribuir para a gestão do planejamento estratégico pedagógico do CFC.

O envio é totalmente gratuito aos interessados pelo email [email protected] para que possam complementar, melhorar, colocar a logo do CFC. Além de acrescentar perguntas e servir de ponto de partida para a melhoria da ferramenta de avaliação pela identificação e atendimento às necessidades dos futuros condutores e da equipe pedagógica da autoescola.