Um salto de 10 anos no mesmo veículo reduz em 65% o risco de lesões graves ou fatais em caso de acidente. Apesar do recorde de vendas de carros novos registrado nos últimos anos, ainda não é possível afirmar que está ocorrendo a renovação da frota brasileira. Ou seja, que tem idade média de 9,1 anos, segundo dados da GIPA, órgão internacional que realiza pesquisa de pós-venda.

Entenda melhor sobre o porque carros novos tem segurança maior:

A idade média da frota brasileira é muito parecida com a dos Estados Unidos. No entanto, o problema está nos extremos (os mais velhos) da frota. Além disso, na falta de controle de fiscalização com relação ao estado de conservação dos veículos brasileiros. Ou seja, que podem colocar em risco a segurança do motorista. “Se analisarmos os dados disponíveis, vemos que a idade do veículo é um dos fatores que  determina a gravidade de um acidente”. Explica o especialista em trânsito e diretor do Instituto Prevenir Celso Alves Mariano.

Um estudo realizado pela Comissão Europeia em 2006, dentro do projeto de pesquisa SARAC II, mediu o impacto sobre a segurança de modelos e marcas de carro de diferentes anos. A conclusão é que um veículo com 10 anos a menos do que outro do mesmo modelo e marca, que se envolve em um acidente, apresenta 65% menos risco de que seus ocupantes sofram uma lesão grave ou fatal. O motivo, segundo o mesmo estudo, é que os novos veículos possuem mais mecanismos de segurança do que os antigos. Ou seja, o que resulta em menor risco de ferimento ou morte para seus ocupantes em um acidente.

Em outro estudo, neste caso, o RACE, em colaboração com a Bosch, as conclusões de uma prova de impacto entre os dois veículos, com uma diferença de 20 anos, são que o motorista do modelo mais novo sofreu ferimentos graves. Por outro lado, o motorista do carro mais antigo sofreu ferimentos fatais. Em outras palavras, ficando preso na cabine destruída.

Isso mostra que as chances de sobreviver a um acidente é o dobro em um veículo mais novo

Ou seja, em relação a outro do mesmo modelo com 15 anos a mais. Outro objetivo do estudo foi determinar a forma como agem os sistemas de segurança envolvidos na redução de gravidade dos ferimentos. Por exemplo, um veículo com ABS reduz em 6% o risco de colisão.

Para o especialista Celso Mariano, o principal fator de vulnerabilidade de um carro mais antigo é a necessidade de manutenção adequada. “Todos os veículos devem passar por manutenção preventiva. Além de seguir as recomendações indicadas pelo fabricante. Ou seja, dentro dos prazos e quilometragem do manual do veículo. Em veículos mais antigos, ou que não possuam manual, é importante estabelecer um programa próprio de manutenção periódica”. Conclui Mariano.