A dificuldade de lidar com as pressões da vida, aliada a outros fatores, como a personalidade e a própria educação do indivíduo, pode comprometer diretamente o ato de dirigir. Portanto, segundo estudo inédito realizado por pesquisadores do Instituto de Transportes da Virginia Tech, nos Estados Unidos, dirigir com emocional alterado aumenta os riscos de acidentes em quase dez vezes.

O estudo foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. No entanto, os dados utilizados foram compilados do Programa de Direção Naturalista. Ou seja, que equipou veículos de mais de 3,5 mil voluntários com radares, câmeras e sensores. Da mesma forma, os pesquisadores têm acesso a informações detalhadas sobre a dinâmica dos acidentes. Portanto, ao todo, o programa registrou cerca de 1,6 mil acidentes. Entretanto, neste relatório foram considerados os 905 de maior severidade, que deixaram feridos ou causaram danos à propriedade. Resumindo, fatores relacionados ao motorista, que incluem fadiga, erro. Além de alterações emocionais e distração, estavam presentes em quase 90% das colisões analisadas.

“Nós sabemos que o comportamento do condutor afeta diretamente na segurança. No entanto, esse estudo mais que comprova que no trânsito, atitudes refletidas e bem pensadas podem fazer a diferença em momentos de tensão ou em situações críticas”. Analisa Eliane Pietsak, especialista em trânsito.

O estudo também mostrou que fatores que se pensavam aumentar os riscos de acidentes, como aplicar maquiagem ou trafegar próximo ao veículo da frente, tiveram baixa prevalência. Consequentemente, significa que eles tiveram presença mínima ou não estiveram presentes nos acidentes analisados. No entanto, fatores como interagir com crianças no banco traseiro têm um efeito protetor, abaixando o valor do risco.

 

Portanto, fique atento, dirigir com emocional alterado aumenta os riscos de acidentes em quase dez vezes.