O acessório será obrigatório em todos os assentos dos veículos a partir de 2018. Tentando acompanhar a tendência mundial de cobrar cada vez mais das montadoras que disponibilizem veículos mais seguros, o Contran determinou na semana passada novos equipamentos de segurança obrigatórios a partir de 2018 em todos os veículos que rodam no Brasil. Dentre eles o apoio de cabeça para todos os ocupantes do veículo. Esse acessório não é muito lembrado quando se fala em segurança. No entanto, o seu uso pode prevenir graves lesões em caso de acidente. “O uso correto do encosto de cabeça é tão importante quanto o cinto de segurança. Além disso, sua utilidade é maior ainda em casos de colisão traseira”. Explica Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor da Tecnodata Educacional.

Saiba mais sobre porque o apoio de cabeça é um dos equipamentos de segurança obrigatórios:

Em colisões traseiras, é comum o relato do efeito chicote nos passageiros do veículo que foi atingido. Ele tem esse nome porque o impacto de um veículo na traseira de outro projeta à frente os ocupantes do carro que está adiante. Ou seja, com a batida, o cinto de segurança segura o corpo das pessoas. No entanto, não protege o pescoço e a cabeça. Com isso, a coluna cervical, na região do pescoço, pode projetar-se rapidamente para frente e, logo em seguida, para trás. Mais ou menos como um elástico ou chicote. Daí o nome.

Uma das maneiras de prevenir as lesões na coluna cervical é ajustar corretamente o encosto de cabeça do banco

“Por esse motivo o apoio não é um item de conforto e nem estético, mas sim um importante item de segurança”. Conta Mariano. Ajustando corretamente o dispositivo, no caso de uma colisão traseira, o encosto evita uma movimentação exagerada do pescoço e cabeça. Para fazer o ajuste, o manual do veículo deve ser consultado, mas normalmente a recomendação é que a altura do encosto deve estar regulada no centro posterior da cabeça ou até 3 cm acima. “Esse hábito deveria ser tão comum quanto colocar o cinto de segurança. Além do condutor, os passageiros também devem ajustá-lo”. Diz o especialista.

Sem o apoio, a cabeça fica desprotegida podendo se movimentar livremente para frente e para trás, o que pode provocar sérias lesões no pescoço e na coluna cervical e comprometer os movimentos dos braços e das pernas. Atualmente, os carros que possuem banco traseiro têm cintos de segurança de três pontos e encosto de cabeça somente nas pontas, o assento do meio, geralmente, tem cinto abdominal e não há apoio para a cabeça. Especialistas sugerem nesse caso, que o banco seja utilizado por uma pessoa baixa o suficiente para que sua cabeça não ultrapasse a altura do encosto do banco