Em 2015, foram pagas 652.349 mil indenizações pela Seguradora Líder-DPVAT por acidentes de trânsito em todo o Brasil. Entretanto, o número, referente a reembolso de despesas hospitalares, invalidez permanente e morte, é 15% inferior ao mesmo período de 2014. Ou seja, a maior queda registrada no período foi na cobertura de morte (19%). Assim como o reembolso de despesas hospitalares (18%) e invalidez permanente (13%). Resumindo, no total, foram pagos R$ 3,381 bilhões em indenizações durante o ano passado. Portanto, investir na educação do trânsito reduz o número de acidentes.

O que diz Ricardo Xavier, diretor-presidente da Seguradora Líder-DPVAT:

Segundo Xavier, a queda é um reflexo de uma fiscalização mais efetiva. “Os efeitos da Lei Seca e a conscientização sobre o uso de equipamentos de segurança no trânsito já começam a fazer efeito. No entanto, nossas ruas, estradas e avenidas produzem por dia muitos feridos. Além de inválidos e mortos todos os dias. Portanto, temos que investir agora na educação do cidadão no trânsito para que o número de acidentes reduza mais ainda”. Afirma o presidente.

De olho nos números:

As indenizações pagas por acidentes com motocicletas correspondem a 76% (497.009) do montante pago em 2015. No entanto, dos acidentes causados por motos, 83% geram algum tipo de invalidez permanente. Assim como 4% acabaram em morte e 13% resultaram em reembolso de despesas hospitalares. Por outro lado, os automóveis somam 19% (124.267) das indenizações pagas no ano passado. No entanto, caminhões e pick-ups 3% (17.973). Além disso, os ônibus micro-ônibus e vans 2% (13.100).

Do total das indenizações pagas, 64% (416.413) foram destinadas a motoristas. Da mesma forma, 18% (117.780) para pedestres e 18% (118.156) para passageiros. Acima de tudo, o levantamento da Seguradora Líder-DPVAT revela ainda que 74% das vítimas de trânsito indenizadas em 2015 são homens e 24%, mulheres. Portanto, a faixa etária que concentra o maior número de indenizações, continua sendo é de 18 a 34 anos, correspondendo a 51% dos sinistros pagos no último ano.

Com 16,92% da frota nacional, a região Nordeste concentrou 33% (213.726) das indenizações pagas no ano passado. Assim como a região Sudeste, que tem 49,21% da frota, respondeu por 29% (192.724) das indenizações. No entanto, a região Sul correspondeu por 18% (116.613) das indenizações pagas e tem 19,69% da frota. Além disso, a região Norte e a Centro-Oeste tiveram, cada uma, 10% (cerca de 65 mil) das indenizações do Seguro DPVAT em 2015. Ou seja, cada região conta com 5,08% e 9,10% da frota de automóveis nacional, respectivamente.

Resultado financeiro

A arrecadação total do Seguro DPVAT, pago pelos proprietários de veículos automotores, somou R$ 8.654 bi no ano passado. Mas, por lei, 50% desse dinheiro vai direto para União. Ou seja, via transferência bancária automática, no ato do pagamento da apólice do seguro, que destina 45% para o Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, 5% do total para o DENATRAN. Da mesma forma, cada órgão recebeu R$ R$ 3,894 bilhões e R$ 432,8 milhões, respectivamente.

O total arrecadado para operação do Seguro DPVAT foi de R$ 4,326 bilhões. Sendo R$ 3,381 bilhões gastos com despesas de pagamento de indenizações. Ainda há despesas com a constituições de provisões técnicas para pagamento de indenizações futuras e despesas administrativas e com impostos, como PIS e COFINS. O lucro das seguradoras consorciadas é estabelecido por lei em 2%, que, depois do Imposto de Renda e da Contribuição Social, fica em 1,2%.

Portanto, investir na educação do trânsito reduz o número de acidentes.