Manutenção preventiva do veículo e revisões periódicas ajudam a identificar anomalias capazes de danificar a cerâmica e comprometer a eficiência da peça. Considerada uma peça de vida útil longa, o catalisador é item obrigatório no sistema de exaustão de veículos desde 1992. Sua função é reduzir os gases poluentes da combustão do motor (CO, HC e NOx) em gases inofensivos (H2O, CO2 e N2) por meio de uma reação química. Ou seja, que atinge uma temperatura em torno de 300°C. Original de fábrica e em motores com manutenção adequada, o catalisador ultrapassa os 80 mil quilômetros rodados. Já os catalisadores de reposição duram pelo menos 40 mil quilômetros. Mas se a peça tem tanta durabilidade, por que, eventualmente, ela derrete?

Falhas de funcionamento no motor, além de aumentar os gases tóxicos resultam em resíduos de combustível que não queimam na combustão. Essa mistura passa pelo catalisador provocando uma explosão. E, em função da alta temperatura na cerâmica (catalisador), levam a seu derretimento (Ponto de Fusão ou Melting Point).

Além disso, outros fatores podem danificar a cerâmica:

  • como o óleo lubrificante do motor saindo pelo sistema de exaustão (nível acima do especificado ou danos/desgastes internos no motor);
  • combustível de má qualidade;
  • falhas na ignição (cabos, velas, bobinas, tampa do distribuidor, rotor);
  • comandos de válvulas fora de sincronismo;
  • furos no sistema de escapamento antes do catalisador;
  • produtos químicos utilizados na limpeza dos bicos injetores e falha no sensor de oxigênio (sonda lambda).

Desde 2010, nos veículos nacionais, o Sistema OBD-BR2 monitora a eficiência do catalisador por meio do sensor de oxigênio. Além disso, informa ao motorista, no painel, quando ela fica comprometida, acendendo a lâmpada LIM. “Este é um sinal de que há algo errado. No entanto, deve-se tomar cuidado, pois a luz acesa indica um problema de insuficiência catalítica e não necessariamente no catalisador. Portanto, antes de trocar a peça, é preciso fazer uma análise geral nas sondas lambda, injeção, módulo etc”. Orienta o gerente de engenharia da Tuper, Henry Grosskopf.

Segundo Henry, a principal dica é fazer sempre as revisões e manter o carro em boas condições de funcionamento. “Na manutenção preventiva são verificados e corrigidos itens como o sistema de ignição, sistema de arrefecimento, lubrificação do motor, gerenciamento eletrônico, condições mecânicas do motor, sistema de exaustão e análise de gases da combustão. Além de outros quesitos particulares pertinentes a cada modelo, constantes no Manual do Proprietário do Veículo”. Explica o gerente, reforçando que é importante evitar também batidas em buracos e lombadas. Ou seja, isso pode contribuir para a destruição total do catalisador e dos silenciosos.

Sobre a Tuper

Com mais de 40 anos de atuação, a Tuper é uma das maiores processadoras de aço do Brasil, segundo o INDA (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço). A empresa acompanha a evolução do mercado com amplas linhas de produtos, atendendo as mais exigentes normas nacionais e internacionais.