De acordo com o Mapa da Violência de 2014, sobre os jovens do Brasil, o país ocupa a quarta posição entre os 101 países elencados com o maior número de mortes no trânsito e a sétima colocação quando se trata de mortalidade juvenil. Ou seja, segmento da população na faixa dos 15 aos 29 anos de idade.

Ações têm sido realizadas por parte de pessoas que, buscam de alguma forma, melhorar essa realidade. Essas pessoas são preocupadas com a conscientização e com a emergência de atitudes para a redução de vítimas jovens de trânsito. A Elo Apoio Social e Ambiental, uma associação civil, sem fins lucrativos localizada em Curitiba, e que tem como missão qualificar e inserir no mercado de trabalho adolescentes aprendizes em situação de risco social, está desenvolvendo desde o dia 04 de maio uma série de atividades para marcar o Maio Amarelo. Ana Nicole Massaneiro, 16 anos, estudante da Elo acredita que os jovens não tem consciência das responsabilidades e da educação no trânsito. Além disso, diz que é importante praticar nas escolas as conscientização nas questões de trânsito e inserir na cultura deles a prática correta.

“Maio Amarelo” – atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo

Assim como o movimento do “Outubro Rosa” e o “Novembro Azul” sobre o câncer de mama e o câncer de próstata, o “Maio Amarelo” tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. Em maio de 2010 a Assembleia-Geral das Nações Unidas instaurou a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. Ou seja, para que entre 2011 a 2020 ocorra a redução do número de mortes no trânsito. Desde então, é realizado um esforço de alguns setores da sociedade para que esse objetivo seja alcançado. Além disso, e que as estatísticas divulgadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 e 2,4 milhões, em 2030 sejam mudadas.

O que diz Celso Alves Mariano, especialista de trânsito e diretor de conteúdo da Tecnodata Educacional:

Ele é um dos palestrantes do evento. Além disso, incita os alunos a pensarem que, se muitas vezes eles sabem o risco que estão correndo e que algumas atitudes são previsíveis. Ou seja, sendo assim, não há motivos para mesmo assim praticá-las. Após as palestras as turmas têm a oportunidade de realizar uma ação de sensibilização. Da mesma formar, podem participar também de um concurso cultural. Em outras palavras, os aprendizes são incentivados a criar um vídeo sobre o Motorista do Futuro. Lucas Voitech, 19 anos, aluno da Elo diz que o mais importante é que os jovens tenham consciência. Principalmente, da velocidade no trânsito. Em suma, “existem muitos adolescentes que pegam o carro para correr. Achando que as ruas são pistas de corrida”. Esclarece o aprendiz. Para ele, o carro é um transporte e não uma arma.

O que explica a coordenadora pedagógica da Elo, Cláudia Rodrigues Silva

Esse é segundo ano que a Elo trabalha com o Maio Amarelo e que isso muda a mentalidade do adolescente. Para ela, “o tema trânsito tem congruência com o que a Elo pretende no desenvolvimento do jovem. Ou seja, ela insere o adolescente no mercado de trabalho como aprendiz. No entanto, as intenções da associação são bem maiores. O objetivo é transformar elos de sustentação, elos sustentáveis para um mundo melhor”. Ressalta.

Mariano diz que é necessário conscientizar esses jovens e futuros motoristas para que o trânsito se torne um ambiente mais seguro e brinca com os aprendizes ao dizer que é preciso ser egoísta no trânsito, ou seja, justamente por querer a sua própria segurança, por almejar um ambiente mais seguro, faz-se necessário conscientizar os demais, para que essa segurança seja alcançada, explica o especialista – “É importante encontrar o tempero correto para chegar até esses jovens e fazê-los não só entender, mas também querer mudar”. Completa o palestrante do evento.