Esse é o único item que o país não atende recomendação da ONU. Ou seja, em relação aos fatores de riscos de acidentes. Com objetivo de colaborar para o melhor entendimento de toda a sociedade. Acima de tudo, de motoristas e motociclistas, sobre a necessidade urgente de políticas de redução de velocidade. Da mesma forma, para a redução de acidentes e mortes nas vias. Além disso, aproveitando o debate sobre a redução nas vias marginais de São Paulo, o ONSV tomou mais uma importante iniciativa em relação ao tema, nesta semana.

Depois de se posicionar favorável à redução nas marginais em São Paulo, o OBSERVATÓRIO agora manifestou sua posição às mais diversas entidades envolvidas na discussão. Ou seja, a Prefeitura de São Paulo, Denatran, Ministério Público Federal, OAB-SP,  incluindo a Presidência e Comissão de Direito Viário. Assim como a CET-SP, ANTP, Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, Detran-SP e Instituto de Engenharia. A ONSV já havia divulgado texto sobre o assunto. Em outras palavras, no qual esclareceu os benefícios para segurança viária dessa medida para motoristas, pedestres, motociclistas, com uma análise profunda e acessível.

A intenção é garantir um parecer isento e imparcial sobre o debate da redução da velocidade e suas vantagens para toda a sociedade

Ou seja, para que os envolvidos possam ser auxiliados por avaliação técnica da questão, para a tomada de decisões. A opinião do OBSERVATÓRIO para as entidades envolvidas nasce da visão de que pode contribuir tecnicamente para aprofundar as discussões. Ou seja, por ser um órgão técnico, apartidário, e que busca incessantemente a preservação de vidas no trânsito brasileiro.

Segundo o OBSERVATÓRIO, o acirramento dos debates sobre a redução da velocidade não é diferente de outras polêmicas já verificadas na sociedade brasileira. Ou seja, que tiveram a solução acertada de se fincarem na cultura nacional. Ou seja, como a obrigatoriedade do cinto de segurança (nos anos 90). Assim como a rigidez da Lei Seca, entre outras. Junto ao posicionamento, o OBSERVATÓRIO encaminhou às entidades envolvidas, parecer elaborado pela própria entidade de segurança viária. Que já disponível em seu site. Além disso, ainda ressaltou pesquisa que revela que políticas de redução de velocidade em outros países têm garantido conquistas enormes para a preservação de vidas nas vias.

No material enviado, destaca-se o exemplo de Londres, na Inglaterra.

Ou seja que conseguiu reduzir em 40% os mortos e feridos no trânsito nos últimos anos. Esse resultado que atende o preconizado pela ONU dentro da Década de Ações para Segurança no Trânsito (2011-2020). Entre os principais fatores de mudança para essa conquista inglesa está a redução da velocidade em ruas e avenidas. Hoje, 25% dos principais corredores viários da cidade tem um limite máximo de 30 km/h. Portanto, totalizando 280 km de ruas com essa velocidade máxima para todos os veículos automotores.

O OBSERVATÓRIO também disponibilizou para as autoridades envolvidas informações relevantes como a do Relatório Global Status Report on Road Safety 2013, publicado pela Organização Mundial Saúde. Ele aponta que somente 59 países que concentram 39% da população mundial (2,67 bilhões) têm implementado uma velocidade limite de 50 km/h nos centros urbanos. No entanto, as autoridades locais, ainda têm a prerrogativa de reduzir ainda mais esses limites.

O Relatório mostra ainda países que foram classificados de acordo com a implementação de legislações e políticas públicas nos cinco principais fatores de risco. Que são responsáveis por mortes e lesões no trânsito. Além disso, que devem ser priorizadas. Ou seja, uso do capacete, a não associação de bebida alcoólica e direção, uso do cinto de segurança, uso de cadeirinhas e o limite máximo de velocidade urbana de 50 Km/h. No entanto, o Brasil recebeu classificação positiva para os 4 primeiros itens. Em outras palavras, ficando somente com o quesito “limite de velocidade urbana de 50 Km/h” não atendendo a recomendação da OMS.