O programa “Educando Jovens Para o Trânsito”, foi promovido pelo Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) em parceria com a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE). Além disso, foi iniciado em abril de 2014 e premiado no Concurso de Ações Inovadoras, promovido pelo Governo do Estado de Alagoas. Nessa premiação o Governo reconhece grandes ideias inovadoras. Ou seja, que buscam disseminar práticas que representam avanços. Além de transformações dos valores, soluções e mudanças significativas nos padrões da prestação dos serviços públicos para o Estado de Alagoas.

Opinião de Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor da Tecnodata Educacional, sobre o projeto “Educando Jovens Para o Trânsito”:

O sucesso de um projeto como esse não é bom apenas para Alagoas, é bom para o trânsito brasileiro. “É prova de que, com uma boa estrutura, um bom material didático e acompanhamento, é possível envolver os jovens e modificar seus comportamentos através de um processo educativo”. Conclui.

Durante todo o ano de 2014, mais de 550 professores foram capacitados. Além disso, 97 escolas atendidas e mais de 50.000 alunos envolvidos. A estrutura montada para atender o Programa “Educando Jovens Para o Trânsito” foi um fator determinante para o sucesso. “O suporte para os professores, através de visitas mensais nas escolas, foi imprescindível para o sucesso. Ou seja, serviu para inserir o tema trânsito no dia a dia de sala de aula. Da mesma forma, derrubar barreiras e mostrar aos professores que era possível trabalhar com o tema de forma interdisciplinar”. Informou Eliane Pietsak, pedagoga da Tecnodata Educacional.

Ainda segundo a pedagoga, alguns resultados práticos foram colhidos pelos envolvidos no projeto. “As escolas relatam mudança de comportamento por parte dos alunos. Como por exemplo, que passaram a utilizar capacete para andar de motocicleta e o cinto de segurança nos veículos. Além disso, escolas conseguiram a implantação de faixas de pedestre em frente as suas dependências. Ou seja, a partir do envolvimento e mobilização da comunidade, conseguidos depois da implementação do Programa. Muito professores passaram a adotar comportamentos mais seguros no trânsito tendo como foco a prevenção e a percepção de risco e não mais a fiscalização como principal motivador destas mudanças”. Conclui.