O plenário do Senado aprovou a Medida Provisória 699/2015. Consequentemente, que aumenta a punição para quem utilizar veículos para bloquear vias públicas. O texto, transformado no projeto de lei de conversão (PLV 4/2016), inclui pedestres entre os que podem ser punidos. Então, senado aprova penas mais rigorosas para infrações do CTB. Portanto, a proposta que agora só depende da sanção da presidenta Dilma Rousseff, também traz uma série de novidades no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Hoje, o CTB considera o bloqueio intencional de via como infração gravíssima. Além da apreensão do veículo, a multa prevista nesses casos é de R$ 191,54. Portanto, a proposta aprovada cria uma nova categoria de infração de trânsito. Usar o veículo para interromper, restringir ou perturbar a circulação na via. A multa será de 20 vezes o valor original previsto em lei (R$ 3.830,80). Além disso, em caso de reincidência, no período de 12 meses será dobrada.

Críticas

A medida provisória, editada em novembro de 2015, foi alvo de críticas da oposição. Em outras palavras, acusa o governo de ter apresentado a MP em resposta ao protesto de caminhoneiros que bloqueou estradas em 14 estados no ano passado. No entanto, na época, por não ter tido a adesão da maior parte da categoria, o Executivo considerou o movimento de caráter político. Acima de tudo, pelo fatos dos participantes pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Novidades

Entre as demais novidades incluídas na proposta, uma delas endurece as penas para motoristas que costumam usar telefone celular ao volante. Portanto, a infração passa a ser considerada gravíssima se o condutor estiver segurando ou manuseando o aparelho.

Álcool e direção

O texto aprovado cria uma infração específica para aqueles que se recusarem a se submeter a teste. Além do exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar a influência de álcool ou outra substância. No entanto, a multa nesses casos, será de dez vezes o valor base (R$ 1.915,40). Além disso, caso tenha reincidência no período de 12 meses, a penalidade será aplicada em dobro.

Racha

Por sugestão do senador Acir Gurgacz (PDT -RO), foi retirada do Código de Transito a previsão de pena de reclusão de dois a quatro anos para homicídio culposo praticado por motorista que atuou em racha. Além de quem estiver embriagado ou tiver feito uso de substâncias psicoativas. Que são responsáveis pela redução de sua capacidade de dirigir.

Entretanto, juízes terão de se basear apenas na previsão do Código Penal. Mas, no caso de homicídio culposo, prevê pena de um a três anos de detenção. Além disso, homicídio doloso prevê pena de seis a 20 anos de reclusão.

Sucatas

A proposta aprovada hoje tenta resolver um problema comum nas cidades brasileiras. Por exemplo, a superlotação de depósitos de departamentos de trânsito com carros apreendidos. Portanto, mesmo se o recolhimento tiver sido determinado judicialmente ou pela polícia, será dado prazo de 60 dias para a retirada do veículo dos depósitos.

Posteriormente a esse prazo, o órgão de trânsito poderá fazer o leilão. Portanto, os veículos considerados irrecuperáveis ou sucatas poderão ser destinados à reciclagem siderúrgica ou para aproveitamento de peças dentro do processo de leilão.

Piratas

O transporte pirata de passageiros também estará sujeito a penalidades mais rígidas. Então, a infração passa a ser considerada gravíssima, com multa de seis vezes o valor base (R$1.149,24). Além da suspensão do direito de dirigir e do recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Apreensão de veículo, serviços de recolhimento, depósito e guarda de veículo poderão ser executados diretamente pelo órgão de trânsito ou por particular contratado por ele. Os custos serão de responsabilidade do proprietário do veículo rebocado.

Reciclagem

Os motoristas profissionais não serão mais obrigados a participar do curso de reciclagem ao atingir 14 pontos na carteira de habitação por causa de multas. A participação será facultativa, mas quem optar pelo curso terá a pontuação zerada.

Polêmicas

Depois de um entendimento entre os senadores, a emenda incluída pela Câmara dos Deputados, proibindo as atividades do aplicativo Uber, foi impugnada por ter sido considerada matéria estranha à medida provisória.

Também ficou de fora do projeto de lei de conversão a exigência de simuladores em auto-escolas. O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) apresentou uma emenda para proibir tal exigência aos condutores de veículos de passeio e motocicletas (categorias A e B). Para ele,  essa exigência encarece a vida do cidadão e não é viável para as autoescolas.

Líder do governo no Congresso, o senador José Pimentel (PT-CE) lembrou que o assunto já havia sido discutido na comissão mista que analisou a MP e excluído do texto. Além disso, ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou contrariamente a tal exigência. Segundo ele, seria melhor, portanto, aprovar a medida provisória sem novas alterações em relação ao assunto.

 

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