A “guerra” no trânsito brasileiro já provoca perdas anuais de R$ 197 bilhões para o país. É o que aponta o estudo encomendado pelo Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros. Entretanto, em 2015 essa perda correspondeu a 3,3% do PIB nacional. Revelou a coordenadora do CPES, Natália Oliveira. Ou seja, durante palestra no seminário “Lei do Desmonte, Acidentologia e Vitimação no Trânsito”.  Consequentemente, realizado pela Fenacor, em Teresina (PI).

No entanto, segundo ela, a grande maioria das pessoas mortas está em idade ativa. Da mesma forma, do total de óbitos, 75% das vítimas são homens e 25%, mulheres. Além disso, entre os homens mortos, 92% têm entre 18 e 64 anos. Portanto, “Isso significa que essas pessoas deixam de produzir para o país e para suas famílias. Ou seja, em um efeito cascata que gera uma perda imensa”. Assinalou a palestrante, para quem a lei do desmonte pode ajudar a minimizar esse grande problema para a sociedade brasileira.

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Segundo o representante da Seguradora Líder, Márcio Norton. Da mesma forma, citou dados do seguro Dpvat que apontam dados alarmantes. Resumindo, a cada ano mais de 50 mil pessoas morrem em acidentes no trânsito e cerca de 70 mil ficam feridas. “Precisamos acabar com essa guerra no trânsito”. Conclamou.

Já o membro do Conselho Fiscal da Fenacor, Carlos Valle, frisou que a lei é importante para toda a sociedade e não apenas para o mercado de seguros. Portanto, deve ser apoiada por todos.

Segundo ele, mais de 500 mil veículos são roubados ou furtados no Brasil a cada ano. Resumindo, isso representa uma média de um carro levado pelos ladrões por minuto. No entanto, desse total, apenas 60% são recuperados. Portanto, para mudar o quadro de trânsito brasileiro já provoca perdas anuais de R$ 197 bilhões para o país, medidas devem ser tomadas.