Estudos apontam que em 30 anos é possível que o trânsito, como conhecemos hoje, seja completamente extinto. Em um futuro próximo, será possível imaginar uma integração maior dos diversos modais no transporte urbano com as vias. O transporte coletivo será o principal meio de deslocamento e quem comprar uma passagem poderá fazer um trecho de ônibus, outro no metrô e terminar a viagem em uma unidade de alugueis de carro, por exemplo. Se fosse possível fazer uma fotografia do trânsito do futuro, provavelmente, a imagem teria alguma forma híbrida entre transporte público e veículos particulares. Já há algumas iniciativas nos dois sentidos.

Ou seja, carros como forma de serviço e também a integração entre veículo próprio e o transporte público. Em outras palavras, que faz parte do conceito Dual Mode Vehicle. Ou então o próprio veículo sendo parte do transporte público, como um vagão dentro de um grande sistema de trens ou metrôs. O certo é que as diversas formas de veículos existentes, tenderão a convergir para um modelo de convivência mais harmoniosa. Então, em prol da melhoria da qualidade de vida nas cidades.

Além disso, problemas como engarrafamentos e acidentes de trânsito serão minimizados através de planos de mobilidade mais maduros no trânsito do futuro.

O automóvel, por exemplo, apesar de um componente muito importante no trânsito, não será o principal. É provável que as cidades sejam transformadas à medida do tempo. Ou seja, com a adoção dos novos modelos de deslocamento, mais silenciosos, menos poluentes, mais econômicos e sustentáveis. Diversas tecnologias estão sendo desenvolvidas para diminuir e até extinguir os problemas de trânsito tão comuns nas metrópoles do mundo. As novas técnicas tornarão as cidades mais inteligentes e ajudarão as metrópoles a vencer problemas não só de trânsito. Em outras palavras, também de segurança e urbanismo. Os centros de controle, carros inteligentes e a automatização da condução são exemplos do que estará presente para o trânsito do futuro.

Neste contexto, a fiscalização das condutas continuaria tendo seu valor. No entanto, com o maior controle dos veículos através do IOT (Internet of Things). Ou seja, que permite a interligação de objetos do mundo real com o mundo virtual por meio de sensores e outras tecnologias. Os modelos de fiscalização passem a ser preventivos ao invés de punitivos/corretivos. Com a sinergia entre os modelos de veículos do futuro, a integração entre os modais e meios de transporte público talvez tenhamos uma transformação mais efetiva do comportamento do cidadão.

É natural que, para sua entrada em nosso dia a dia, tais iniciativas dependam de estudos mais profundos e aprimoramento. No entanto, é fato a necessidade de toda uma infraestrutura conceitual e de integração. Ou seja, desenhada através de protocolos e padrões para que se possa extrair o melhor dessa diversidade de tecnologias.  Para isso, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), através de seu grupo de estudos – CEE-127, trabalha no intuito de consolidar os parâmetros mínimos de interoperabilidade.