O uso do cinto de segurança cresce em estradas paulistas segundo pesquisa divulgada na manhã desta quinta-feira, 17. A pesquisa foi realizada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP). Ou seja, em relação ao último levantamento realizado em dezembro, o total de pessoas que disseram usar o cinto de segurança enquanto viajam na parte de trás do veículo cresceu 16%.

A parcela de passageiros que respondeu não afivelar o cinto diminuiu da metade para um terço. Além disso, constatou-se também uma mudança de comportamento por parte de motoristas e passageiros do banco dianteiro. Com relação aos condutores, o percentual daqueles que responderam ignorar o cinto reduziu de 13 para nove pontos. Já os passageiros que vão na frente e deixam de afivelar o cinto de segurança caíram de 16% para 11%.

“É um trabalho de longo prazo. Motoristas e passageiros precisam se conscientizar sobre a importância do cinto de segurança. Tanto nos bancos da frente como no banco de trás também”. Disse o diretor-geral da ARTESP, Giovanni Pengue Filho, que destaca a campanha pelo uso do cinto como uma das ações da ARTESP .

Ranking regional

No recorte da pesquisa por regiões administrativas, São José dos Campos lidera no aumento da conscientização de usuários das estradas sobre a segurança. Portanto, o não uso do cinto recuou 29 pontos, passando de 59% para 30%. São José do Rio Preto vem em seguida, com uma redução de 26 pontos – 59% para 33%. A Região Metropolitana de São Paulo também apresentou recuo de 33%. Em dezembro o índice da Grande São Paulo de não utilização era de 53%. Contudo, o uso do cinto de segurança cresce em estradas paulistas

Na outra ponta, as regiões de Itapeva e Marília tiveram os piores resultados, com aumento de 11% e 1%, respectivamente, no desrespeito à norma.

Deixar de usar o cinto, além de potencializar os riscos de ferimentos graves e até de morte em acidentes é infração grave prevista no Código de Trânsito Brasileiro (artigo 65), e resulta em multa de R$ 127,69 por ocupante do veículo sem o equipamento. Nos oito primeiros meses do ano, cerca de 200 mil motoristas foram multados por desrespeitarem a regra.